Amigas e amigos, ótimo dia!
A ciberleitora Gabriela Xavier, de São Luiz-MA, enviou ontem um e-mail criticando a baixa frequência de atualização do Letras e Harmonia:
"Gosto dos seus textos, mas a falta de postagens constantes acaba afastando os leitores".
Ela está certíssima. Nos últimos meses, tenho atualizado o blog poucas vezes, o que não é do meu agrado (nossa, o mês de agosto passou liso). Mesmo assim, vou me esforçar mais para aproveitar o tempo livre e publicar mais crônicas. Já adianto que um texto está em fase final de produção!
O nome da crônica é... bem, surpresa!
Felicidades e bom dia!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Antes tarde...
Olá, pessoal!
Essa crônica foi inserida num veículo local aqui da cidade, ok?
Se há uma situação que incomoda um cronista, essa situação é a falta de assunto, mesmo num mundo onde de tudo se dá, inclusive gente de casado na praia em dia de Sol (acredite!). Quando isso acontece às vésperas de entregar o texto ao veículo é tão ou mais desgostoso do que quando o Flamengo perde o Campeonato Carioca (mais raro do que a passagem do cometa Halley ou sorrisos nos lábios de João Gilberto). De fato, não sofro tanto com isso, mas por pouco deixo de publicar essa (espero) agradável coluna no agradável Jornal de Pedro do Rio.
Durante o mês de setembro, várias idéias surgiram para servirem de tema central da crônica. A principal delas foi sobre um brilhante discurso proferido pelo presidente Barack Obama a alunos estadunidenses, que cursam do jardim ao ensino médio. O cara foi tão sensacional, que se ele tivesse um perfil no orkut.com, eu o convidaria para a minha rede de amigos e preencheria aquela estrelinha que nos permite tornarmos fã de alguém (semana passada um Obama me adicionou no Orkut, mas deve ter sido algum fake, eu acho). Obama tocou em assuntos fundamentais da sociedade, sempre se baseando na educação formal e também informal.
Durante o pronunciamento histórico, pelo menos eu classifico dessa forma (quem faz a minha classificação sou eu, e daí?), ele praticamente exigiu responsabilidade por parte das crianças, mesmo as que (coitadinhas) acabavam de sentar pela primeira vez nas cadeiras escolares, sem entender o que era giz de cera.
Foi emocionante, muito mesmo! Alguns oposicionistas acusaram o presidente de ter agido de maneira severa demais. Mesmo assim, entendo que ele mandou uma real, como se diz na linguagem cotidiana. Penso, inclusive, que debates do tipo poderiam ser incentivados periodicamente nas e pelas instituições de ensino.
Belíssimo! Achei tão interessante o discurso, que decidi abordá-lo neste espaço. Algo me impediu, porém! Algo me confidenciou que eu seria repetitivo e pouco despertaria o interesse do querido leitor. Depois você até pode me corrigir, mas sinto haver certa falta de motivação para temas assim na sociedade.
O que fazer então? Chutar o balde? Quem sabe inventar uma história e acabar de vez por todas com esse dilema? Imaginei divulgar o encontro que tive com o presidente Lula há três semanas e oito dias num restaurante no Centro da cidade, mas suspeito que não seria muito convincente! Petrópolis é um ovo (elegante, mas é ovo), todos se conhecem e logo a verdade estaria revelada! Além disso, o presidente não deve ser grande apreciador de PF´s com guaraná.
Quase jogando a toalha, surgiu uma inspiração daquelas (mais raras do que a passagem do cometa Halley e vitórias do Rubinho Barrichello). Todo o texto sobre as mulheres brasileiras presidenciáveis (Dilma Rousseff, Marina Silva e, talvez, a Heloísa Helena) apareceu na minha mente, pedindo muito, insistindo bastante para viajar pelas folhas do caderno (antes de passar para o computador, escrevo no caderno, e daí? O caderno velho é meu!). Uma pena já não ter mais tempo para desenvolver o tema!
Essa crônica foi inserida num veículo local aqui da cidade, ok?
Se há uma situação que incomoda um cronista, essa situação é a falta de assunto, mesmo num mundo onde de tudo se dá, inclusive gente de casado na praia em dia de Sol (acredite!). Quando isso acontece às vésperas de entregar o texto ao veículo é tão ou mais desgostoso do que quando o Flamengo perde o Campeonato Carioca (mais raro do que a passagem do cometa Halley ou sorrisos nos lábios de João Gilberto). De fato, não sofro tanto com isso, mas por pouco deixo de publicar essa (espero) agradável coluna no agradável Jornal de Pedro do Rio.
Durante o mês de setembro, várias idéias surgiram para servirem de tema central da crônica. A principal delas foi sobre um brilhante discurso proferido pelo presidente Barack Obama a alunos estadunidenses, que cursam do jardim ao ensino médio. O cara foi tão sensacional, que se ele tivesse um perfil no orkut.com, eu o convidaria para a minha rede de amigos e preencheria aquela estrelinha que nos permite tornarmos fã de alguém (semana passada um Obama me adicionou no Orkut, mas deve ter sido algum fake, eu acho). Obama tocou em assuntos fundamentais da sociedade, sempre se baseando na educação formal e também informal.
Durante o pronunciamento histórico, pelo menos eu classifico dessa forma (quem faz a minha classificação sou eu, e daí?), ele praticamente exigiu responsabilidade por parte das crianças, mesmo as que (coitadinhas) acabavam de sentar pela primeira vez nas cadeiras escolares, sem entender o que era giz de cera.
Foi emocionante, muito mesmo! Alguns oposicionistas acusaram o presidente de ter agido de maneira severa demais. Mesmo assim, entendo que ele mandou uma real, como se diz na linguagem cotidiana. Penso, inclusive, que debates do tipo poderiam ser incentivados periodicamente nas e pelas instituições de ensino.
Belíssimo! Achei tão interessante o discurso, que decidi abordá-lo neste espaço. Algo me impediu, porém! Algo me confidenciou que eu seria repetitivo e pouco despertaria o interesse do querido leitor. Depois você até pode me corrigir, mas sinto haver certa falta de motivação para temas assim na sociedade.
O que fazer então? Chutar o balde? Quem sabe inventar uma história e acabar de vez por todas com esse dilema? Imaginei divulgar o encontro que tive com o presidente Lula há três semanas e oito dias num restaurante no Centro da cidade, mas suspeito que não seria muito convincente! Petrópolis é um ovo (elegante, mas é ovo), todos se conhecem e logo a verdade estaria revelada! Além disso, o presidente não deve ser grande apreciador de PF´s com guaraná.
Quase jogando a toalha, surgiu uma inspiração daquelas (mais raras do que a passagem do cometa Halley e vitórias do Rubinho Barrichello). Todo o texto sobre as mulheres brasileiras presidenciáveis (Dilma Rousseff, Marina Silva e, talvez, a Heloísa Helena) apareceu na minha mente, pedindo muito, insistindo bastante para viajar pelas folhas do caderno (antes de passar para o computador, escrevo no caderno, e daí? O caderno velho é meu!). Uma pena já não ter mais tempo para desenvolver o tema!
domingo, 20 de setembro de 2009
Se não fosse o sorvete, entraria para a História!
Antes de a senhorita ou o senhorito ler a crônica abaixo, advirto que não é aconselhada para menores de 16 anos, pois contém palavras (em vermelho) impróprias à educação da molecada!
Meleca! Acordei com uma sede imensa de escrever algo realmente bom, bom mesmo, inédito, jamais lido na história do planeta Terra nem na de qualquer outro espaço do espaço. Queria revolucionar, causar um intenso impacto positivo no modelo de elaboração de textos, chocar, desconfigurar e reconfigurar.
Tremenda sacanagem! A inspiração veio, digamos, incompleta. Não me ocorre, pelo menos até o presente momento, uma ideia precisa de como, de fato, colocar a vontade em prática. Como realizar a ousada façanha (aceito sugestões)? Talvez inventar um idioma bem avançado para contribuir com a transmissão da informação inserida em textos; quem sabe falar sobre um tema nunca antes abordado em parte alguma do Universo; começar a crônica pelo meio e terminar com o fim de alguma crônica produzida por outra pessoa, deixando o início em branco, convidando-o (a) a sugerir um começo que se encaixe no restante! Ainda não sei como encontrar solução para esse mistério. Injustiça das grandes!
Se a inspiração viesse completa, eu ficaria ultrafamoso do dia para a noite, seria entrevistado em horário nobre pelo midiático prof. Pasquale, seria citado em importantes livros de autores consagrados, tiraria foto ao lado do presidente, ganharia uma coluna semanal no O Globo e no The New York Times, conheceria todo o Brasil, ganharia livros de presente (mesmo sem impostos, os preços são bem salgados), receberia homenagem da Academia Brasileira de Letras e elogios públicos do Fernando Veríssimo.
Por capricho e vaidade, só me chegou o desejo, grande desejo, de profunda radicalização textual. Só isso e nada mais! Petulância! Desrespeito! Imoralidade das brutas! Como se me dessem de presente uma bicicleta superequipada, mas faltando a corrente, sem a qual permanecemos no mesmíssimo lugar!
Aí, o (a) querido (a) ciberleitor (a) diria: basta comprar a corrente, meu caro desatento! A situação é como se fosse, no caso, um esforço para atingir o bendito resultado inédito. Agradeço, mesmo, o suposto palpite, mas num domingo preguiçoso como esse, de Sol maroto e vento companheiro, a energia foi bem reservada para comprar sorvete de flocos no mercadinho aqui próximo (R$ 1,20 a casquinha com uma bola), a uns 500 metros.
Ah, e ainda preciso conferir a Mega-Sena acumulada em R$ 24 milhões. Com esse agrado, bancaria o futebol do Flamengo em troca de uma vaga no ataque ou na posição de armador da equipe titular. Manchete do Lance!: Artilheiro Bruno Lara forma dupla de ataque com o Imperador Adriano. Talvez até obtenha um lugar na seleção que disputa a Copa do Mundo ano que vem. Imagina o “Letras e Harmonia – a leitura gostosa da arte feita com prazer” estampado na camisa de cada jogador! Na final da Copa, Robinho marca o gol do título e comemora diante da torcida, fotógrafos e câmeras, que registram o novo patrocínio. Um incentivo à leitura no mundo do esporte, como não!?
Bem, enquanto os malotes de Reais não chegam, vou ao mercadinho do Sr. Jorge comprar o sorvete, e mais tarde conferir o resultado da Mega-Sena (esse estratégico atraso ajuda a manter por um pouco mais de tempo a esperança de ir à África do Sul em 2010 ou de estar no gramado do Maracanã na final do próximo Carioca).
Uma pena a inspiração ter vindo logo num domingo safado assim! Pode ser que na próxima terça ou quarta-feira, quando o ritmo mais acelerado nos agita, a ansiedade pela inovação textual faça nova visita e contenha um anexo, ou ainda eu possa trabalhar essa questão com mais dedicação. Qualquer coisa, retorno para compartilhar e desfrutar os louros da genialidade oculta!
Meleca! Acordei com uma sede imensa de escrever algo realmente bom, bom mesmo, inédito, jamais lido na história do planeta Terra nem na de qualquer outro espaço do espaço. Queria revolucionar, causar um intenso impacto positivo no modelo de elaboração de textos, chocar, desconfigurar e reconfigurar.
Tremenda sacanagem! A inspiração veio, digamos, incompleta. Não me ocorre, pelo menos até o presente momento, uma ideia precisa de como, de fato, colocar a vontade em prática. Como realizar a ousada façanha (aceito sugestões)? Talvez inventar um idioma bem avançado para contribuir com a transmissão da informação inserida em textos; quem sabe falar sobre um tema nunca antes abordado em parte alguma do Universo; começar a crônica pelo meio e terminar com o fim de alguma crônica produzida por outra pessoa, deixando o início em branco, convidando-o (a) a sugerir um começo que se encaixe no restante! Ainda não sei como encontrar solução para esse mistério. Injustiça das grandes!
Se a inspiração viesse completa, eu ficaria ultrafamoso do dia para a noite, seria entrevistado em horário nobre pelo midiático prof. Pasquale, seria citado em importantes livros de autores consagrados, tiraria foto ao lado do presidente, ganharia uma coluna semanal no O Globo e no The New York Times, conheceria todo o Brasil, ganharia livros de presente (mesmo sem impostos, os preços são bem salgados), receberia homenagem da Academia Brasileira de Letras e elogios públicos do Fernando Veríssimo.
Por capricho e vaidade, só me chegou o desejo, grande desejo, de profunda radicalização textual. Só isso e nada mais! Petulância! Desrespeito! Imoralidade das brutas! Como se me dessem de presente uma bicicleta superequipada, mas faltando a corrente, sem a qual permanecemos no mesmíssimo lugar!
Aí, o (a) querido (a) ciberleitor (a) diria: basta comprar a corrente, meu caro desatento! A situação é como se fosse, no caso, um esforço para atingir o bendito resultado inédito. Agradeço, mesmo, o suposto palpite, mas num domingo preguiçoso como esse, de Sol maroto e vento companheiro, a energia foi bem reservada para comprar sorvete de flocos no mercadinho aqui próximo (R$ 1,20 a casquinha com uma bola), a uns 500 metros.
Ah, e ainda preciso conferir a Mega-Sena acumulada em R$ 24 milhões. Com esse agrado, bancaria o futebol do Flamengo em troca de uma vaga no ataque ou na posição de armador da equipe titular. Manchete do Lance!: Artilheiro Bruno Lara forma dupla de ataque com o Imperador Adriano. Talvez até obtenha um lugar na seleção que disputa a Copa do Mundo ano que vem. Imagina o “Letras e Harmonia – a leitura gostosa da arte feita com prazer” estampado na camisa de cada jogador! Na final da Copa, Robinho marca o gol do título e comemora diante da torcida, fotógrafos e câmeras, que registram o novo patrocínio. Um incentivo à leitura no mundo do esporte, como não!?
Bem, enquanto os malotes de Reais não chegam, vou ao mercadinho do Sr. Jorge comprar o sorvete, e mais tarde conferir o resultado da Mega-Sena (esse estratégico atraso ajuda a manter por um pouco mais de tempo a esperança de ir à África do Sul em 2010 ou de estar no gramado do Maracanã na final do próximo Carioca).
Uma pena a inspiração ter vindo logo num domingo safado assim! Pode ser que na próxima terça ou quarta-feira, quando o ritmo mais acelerado nos agita, a ansiedade pela inovação textual faça nova visita e contenha um anexo, ou ainda eu possa trabalhar essa questão com mais dedicação. Qualquer coisa, retorno para compartilhar e desfrutar os louros da genialidade oculta!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Méson-pi humano
Méson-pi. A que esse termo lhe remete? Ao nome do goleiro reserva da seleção de futebol do Tadjiquistão? Ao mais recente ditador a assumir o poder na Coreia do Norte? À denominação de algum satélite de Júpiter descoberto há duas semanas e meia por um cientista húngaro aposentado? A uma tribo indígena em extinção no Norte do Brasil? Quem sabe a um personagem criado por Maurício de Sousa para ingressar na Turma da Mônica e agitar as tramas da turminha, ou ainda a um monumento histórico da Renascença? Talvez à mais nova contratação para preencher a lateral-direita do CSKA, time russo de futebol?
Parabéns! As tentativas foram boas, é verdade, mas longe, bem longe do méson-pi a que me refiro. O termo, no caso, é utilizado pela Física para descrever a partícula subatômica responsável por manter coeso o núcleo de um átomo.
.“Ah, não! Lá vem o Bruno com papo-cabeça encher a minha preciosa paciência!”
.Calma, calma, não é o que você está pensando. Eu posso explicar (qualquer semelhança com eventual desvio de comportamento conjugal é mera coincidência).
.O méson-pi é considerado um dos fenômenos fundamentais da natureza. Cesar Lattes, no fim da década de 1940, comprovou a existência de uma força capaz de manter unido o núcleo do átomo, formado por prótons e nêutrons (sei lá, talvez venha daí o “Currículo Lattes”) . O fato causou um impacto e tanto na comunidade científica.
.Embora o píon, outro nome atribuído ao senhor méson (só para os íntimos), seja da área de Exatas, a Humanas também pode utilizá-lo, “roubando-o” um pouquinho para explicar alguns fenômenos sociais. Os núcleos dos grupos humanos podem ser mais coesos ou tender à dispersão, comprometendo as relações, atividades e funções.
.Por exemplo, na política, um partido precisa de unicidade, pelo menos a cúpula, para orientar toda a estrutura e cumprir o cronograma de ação. De outra maneira, a sigla age incoerentemente, contrariando os filiados e as propostas. O governo necessita de membros que tenham afinidades entre si para implementar medidas importantes para a sociedade, senão desagrada aos interesses coletivos.
Fundamental célula social, a família também requer um méson-pi forte, ainda mais nos presentes dias, em que o trânsito de informações é intenso, complexo e impacta a todos nós, mergulhados numa contemporaneidade cuja definição ainda é bastante discutida. Poderíamos estender essa aplicação às escolas, empresas, enfim, aos mais diversos grupos que compõem a sociedade, mas o espaço é curto e a preguiça é longa para inserir aqui outras organizações sociais.
.Fundamental célula social, a família também requer um méson-pi forte, ainda mais nos presentes dias, em que o trânsito de informações é intenso, complexo e impacta a todos nós, mergulhados numa contemporaneidade cuja definição ainda é bastante discutida. Poderíamos estender essa aplicação às escolas, empresas, enfim, aos mais diversos grupos que compõem a sociedade, mas o espaço é curto e a preguiça é longa para inserir aqui outras organizações sociais.
Descobrir a existência do píon humano é tarefa relativamente fácil, nada que requeira a intervenção de um novo Cesar Lattes. O desafio é aplicá-lo com eficiência!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Série: Ouvi por aí
Estava eu há cinco minutos na fila de uma casa de câmbio para trocar alguns dólares... ok, ok, confesso:
.
Estava eu há meia hora no ponto esperando o ônibus, quando um rapaz- brincalhão- que conversava com o amigo disse:
.
- Você sabe que a Revista Veja tem outro nome em Minas Gerais, né?
.
- Essa é novidade para mim. Como é chamada a Veja por lá?
.
- Óia!
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Estava eu há meia hora no ponto esperando o ônibus, quando um rapaz- brincalhão- que conversava com o amigo disse:
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- Você sabe que a Revista Veja tem outro nome em Minas Gerais, né?
.
- Essa é novidade para mim. Como é chamada a Veja por lá?
.
- Óia!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
1º de abr...julho

Sabe quando uma notícia inesperada (inesperada mesmo) nos deixa sem reação? Imagina a imprensa anunciar amanhã a transferência do Rogério Ceni para o Palmeiras, a vitória de Obina na eleição de melhor jogador do mundo, o título do Rubinho na F1, a chegada de Heloísa Helena à presidência, já no 1º turno, pelo PSDB, ao lado do vice Renan Calheiros, ou mesmo que a Débora Secco está encalhada.
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Pois é, foi assim que me senti ao ler no finalzinho da tarde de ontem a manchete do jornal Extra, único exposto naquela banca, por causa do horário. O título dizia: "Conta de Luz Fica Mais Barata". Durante uns cinco segundos, eu fiquei imóvel em frente à banca de jornal. "Claro", pensei, "1º de abril". O meu relógio, porém, tratou logo logo de me corrigir: dia 1º, ok, mas de julho, meu rapaz!
.Eu não poderia agir de outra forma, senão comprar aquela histórica edição do veículo - nº 4.194, ano XII, quarta-feira, 1º de julho de 2009, Rio de Janeiro. Para a minha sorte, havia os R$ 1,10 na mochila. Bem, sem querer contar vantagem, havia até mais: R$ 2 (nada de assaltos ou inveja, por favor).
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O texto publicado na página 15 dizia que 2,9 milhões de clientes vão se beneficiar pela queda de 2,82% na cobrança da taxa de energia. Essa redução é possível graças à extinção da RTE, Recomposição Tarifária Extraordinária, nome elegante concedido à tarifa extra que as empresas passaram a cobrar na época do apagão, em 2001, como forma de compensar as perdas nas arrecadações.
Certo, mas vamos combinar que a redução não é lá das mais atrativas. Quebra um galho! Segundo a matéria, uma conta de R$ 50 vai custar R$ 48,59. OK, pelo menos dá para pagar o jornal de ontem.
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Ops, é isso mesmo? O último parágrafo informa que, ao contrário da empresa Light, a Ampla, fornecedora da minha região, decidiu manter a taxa até 2011?
Ops, é isso mesmo? O último parágrafo informa que, ao contrário da empresa Light, a Ampla, fornecedora da minha região, decidiu manter a taxa até 2011?
PQP, quero o meu dinheiro de volta!
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Obs: pelo menos a grana valeu pelo conteúdo da página 7, que aborda... ih, preciso ir pois o PC está ligado por muito tempo... gasta uma energia!
sábado, 27 de junho de 2009
ESTRÉIA: Nossa Prosa

Olá, pessoal!!! Tudo ótimo?
Como eu disse, o Letras e Harmonia apresenta hoje uma novidade. É o "Nossa Prosa", um espaço reservado a entrevistas sempre interessantes ("onde está a modéstia, sr. Bruno?").
Como eu disse, o Letras e Harmonia apresenta hoje uma novidade. É o "Nossa Prosa", um espaço reservado a entrevistas sempre interessantes ("onde está a modéstia, sr. Bruno?").
Para estrear, entrevistei o jornalista e professor universitário Eduardo Jorge de Oliveira, 40 anos, que está prestes a dar um novo passo na carreira: dia 18 de julho, ele lança pela editora Multitype o livro "A Francesa História do Brasil", em cerimônia realizada no Museu Imperial, em Petrópolis-RJ.
Formado há 19 anos pela Faculdade da Cidade, ele especializou-se em Jornalismo Cultural (2004) pela Universidade Estácio de Sá e fez mestrado em Ciência Política (2005) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Iniciou a carreira no jornal Tribuna de Petrópolis, tendo trabalhado ainda em veículos como na Revista Veja e nos jornais O Globo e O Dia.
Atualmente, o vascaíno Eduardo Jorge trabalha como professor nas universidades UniFOA e Estácio de Sá, onde chegou a ser coordenador de Comunicação Social do campus Petrópolis.
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Como surgiu a ideia de escrever o livro?
Durante uma estadia na França. Conversando com várias pessoas e observando os cenários e práticas sociais, entendi que havia mais afinidades entre as nossas culturas do que se supunha. A pesquisa confirmou isso.
Durante uma estadia na França. Conversando com várias pessoas e observando os cenários e práticas sociais, entendi que havia mais afinidades entre as nossas culturas do que se supunha. A pesquisa confirmou isso.
Franceses e brasileiros, no entanto, sabem muito pouco uns dos outros, embora haja diversos pontos em comum na história dos dois países - especialmente os franceses. Eles têm muito pouca informação sobre o Brasil e sobre a nossa história. Considero isso lamentável, porque a França teve um papel decisivo em vários momentos do nosso país.
Quais momentos o senhor destacaria?
Quais momentos o senhor destacaria?
Há um dado pouco avaliado no século XVI, por exemplo. Os portugueses colocaram o Brasil em segundo plano durante 30 anos e, "de repente", a partir de 1530, deram início à efetiva ocupação do território. Isso somente aconteceu devido à grande ameaça de perder o Brasil para os franceses.
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Todo o litoral do Nordeste, boa parte do Norte e até mesmo duas capitais (Rio e São Luís) surgiram como núcleos de ocupação exclusivamente devido à presença ou à possibilidade da presença francesa.
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Há outros exemplos curiosos, como a Inconfidência Mineira, tramada na França. Cinco anos depois, no Rio, a metrópole estabeleceu uma devassa sobre um grupo de letrados "apenas" porque eles debatiam princípios iluministas - e um deles chegou a ficar preso durante quatro anos porque tinha em casa um livro de (Jean-Jacques) Rousseau.
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A chamada Revolta dos Alfaiates, na Bahia, começou devido à esperança de que a França iria apoiar a Revolução. Mais tarde, em Pernambuco, os revolucionários de 1817 queriam trazer Napoleão Bonaparte para o Recife. Involuntariamente, Bonaparte já havia ajudado o Brasil quando determinou a fuga da família real, em 1808, o que alterou a balança do poder colonial. O fato é considerado o primeiro passo efetivo para a independência.
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Para terminar, no primeiro reinado, o modelo político, a constituição, os símbolos nacionais etc foram, em maior ou menor grau, definidos pelos modelos franceses. No segundo reinado, a maioria das instituições públicas e privadas, os modos de ser e agir das classes dominantes e campos do saber foram definidos pelo o que acontecia na França ou pelos franceses que se estabeleceram aqui. O processo prosseguiu na república.
O que há de mais interessante e curioso na histórica relação Brasil-França que os livros escolares não informam?
É difícil citar tudo o que inseri no livro, mas ressalto um ponto em particular. O nosso maior símbolo nacional, a bandeira, foi criada por um francês e modificada por outro, sempre obedecendo aos padrões estéticos franceses. É um exemplo, dentre vários, de como se manifestava esta influência.
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É coincidência o lançamento da obra logo no ano da França no Brasil?
Em parte, sim. Tudo começou com a idéia de produzir um artigo, há dois anos. Com a pesquisa concluída ano passado, constatei que o material era muito grande, renderia um livro. Ora, nada melhor do que escrevê-lo para lançá-lo no "Ano da França no Brasil".
Em parte, sim. Tudo começou com a idéia de produzir um artigo, há dois anos. Com a pesquisa concluída ano passado, constatei que o material era muito grande, renderia um livro. Ora, nada melhor do que escrevê-lo para lançá-lo no "Ano da França no Brasil".
Esse artigo chegou a ser publicado?
Não, tornou-se o próprio livro.
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Como foi realizada a pesquisa? Fale um pouco sobre as fontes.
Embora tenha conversado com muita gente, não reproduzi o resultado destes diálogos. Preferi as fontes documentais. Meus "entrevistados" são historiadores e, principalmente, testemunhas e contemporâneos dos eventos analisados. Não há qualquer segredo, todos eles estão publicados em livros e teses.
Como foi realizada a pesquisa? Fale um pouco sobre as fontes.
Embora tenha conversado com muita gente, não reproduzi o resultado destes diálogos. Preferi as fontes documentais. Meus "entrevistados" são historiadores e, principalmente, testemunhas e contemporâneos dos eventos analisados. Não há qualquer segredo, todos eles estão publicados em livros e teses.
Como os contatos diretos com os franceses contribuíram para a elaboração da obra?
Quando eu falava a eles sobre personagens franceses na história do Brasil, eles em geral ficavam bem espantados, simplesmente ignoravam que seu país tivesse sido tão importante na construção da nossa cultura. Muitos sugeriram que eu escrevesse a respeito disso.
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Grande parte do olhar cosmopolita deles, muito daquilo que eles entendem sobre o mundo, tem a ver com suas antigas colônias, na Ásia e na África - e o Brasil acaba sendo uma grande incógnita. A rigor, aliás, "A Francesa História do Brasil" é um livro escrito para o mercado francês.
Quando eu falava a eles sobre personagens franceses na história do Brasil, eles em geral ficavam bem espantados, simplesmente ignoravam que seu país tivesse sido tão importante na construção da nossa cultura. Muitos sugeriram que eu escrevesse a respeito disso.
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Grande parte do olhar cosmopolita deles, muito daquilo que eles entendem sobre o mundo, tem a ver com suas antigas colônias, na Ásia e na África - e o Brasil acaba sendo uma grande incógnita. A rigor, aliás, "A Francesa História do Brasil" é um livro escrito para o mercado francês.
Como você pretende atingir esse mercado?
Embora não seja um especialista no assunto, observo que o mercado francês é muito receptivo a trabalhos que falam da sua história nacional. As vitrines das livrarias de Paris apresentam centenas de títulos a respeito de inúmeros aspectos da história francesa - o que pode não ser uma informação "científica", mas é um bom indício.
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A inserção dos franceses na história do Brasil, na ótica que proponho, é um tema bastante original para o mercado deles.
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Há uma meta estipulada, mesmo informalmente, para a obra atingir, como vender um determinado número de cópias?
Isso tem mais a ver com a receptividade. Estou otimista, acho que poderá ser uma leitura agradável para muita gente, mas qualquer "meta" seria, na verdade, um palpite.
Isso tem mais a ver com a receptividade. Estou otimista, acho que poderá ser uma leitura agradável para muita gente, mas qualquer "meta" seria, na verdade, um palpite.
Na Ciência Política, nós observamos uma intensa transferência do modelo político francês não só para o Brasil, como também para o mundo todo. Você não acha que as pessoas, embora vivam isso, deixam de saber as origens e interferências européias no cotidiano político, não necessariamente partidário?
Sem dúvida alguma. As origens das doutrinas políticas, geralmente, são ignoradas. Para agravar, alguns princípios fundamentais de algumas correntes são eventualmente deturpados.
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No Brasil, por exemplo, tais modelos vieram prontos. Devido à inconsistência de propostas locais, foram adaptados às realidades nativas e, muitas vezes, "degenerados" dos seus princípios originais. Ainda observando a história, vamos ter como resultado desta prática, por exemplo, o estabelecimento de uma monarquia constitucional que não foi tão constitucional assim; e uma república, cujas instituições foram estabelecidas não de acordo com as reais necessidades do país, mas apenas e tão somente porque era a realidade na França.
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Não havia ideologia nem compreensão ideológica, apenas o talento da imitação.
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O senhor acredita que atualmente a França ainda seja uma referência decisiva para o Brasil? Podemos dizer que há um país determinante que ocupe tal posição?
Entendo que desde meados do século XX o Brasil já encontrou o caminho de sua própria identidade. Ainda há, é claro, uma influência notável do que acontece no exterior, especialmente em termos culturais. Mas o "monopólio" de influência francesa já foi desmoronado- e é fato que desde o pós-guerra a mentalidade cultural brasileira anda mais inclinada para os Estados Unidos.
De toda forma, porém, neste mesmo período o Brasil e os brasileiros começaram a ver sua própria identidade como algo digno. No caso da arte, por exemplo, passou a considerar que a arte "popular" do Brasil era, sim, de qualidade. Daí é difícil dizer que haja, ainda nos dias de hoje, uma influência estrangeira decisiva, como foi a da França no passado.
De toda forma, porém, neste mesmo período o Brasil e os brasileiros começaram a ver sua própria identidade como algo digno. No caso da arte, por exemplo, passou a considerar que a arte "popular" do Brasil era, sim, de qualidade. Daí é difícil dizer que haja, ainda nos dias de hoje, uma influência estrangeira decisiva, como foi a da França no passado.
"Aquela anedota de os estrangeiros acharem que o Brasil é a capital de Buenos Aires, ou que nas nossas ruas as cobras passeiam livremente, não está muito longe daquilo que os franceses em geral sabem sobre o Brasil", Eduardo Jorge de Oliveira.
Na sua opinião, nós brasileiros também deixamos as nossas marcas culturais lá na Europa, particularmente na França?
Acho que não. Para o francês médio, o Brasil é virtualmente desconhecido e quando, por algum motivo, atinge alguma evidência, ainda tem uma aura "exótica", como se fosse uma terra selvagem. Aquela anedota de os estrangeiros acharem que o Brasil é a capital de Buanos Aires, ou que nas nossas ruas as cobras passeiam livremente, não está muito longe daquilo que os franceses em geral sabem sobre o Brasil.
Há, é claro, iniciativas notáveis - desde a capoeira até grandes pesquisadores radicados na França. Mas não sei se o papel destes agentes é suficiente para que falemos de uma "marca cultural" brasileira na Europa.
Há, é claro, iniciativas notáveis - desde a capoeira até grandes pesquisadores radicados na França. Mas não sei se o papel destes agentes é suficiente para que falemos de uma "marca cultural" brasileira na Europa.
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Como o senhor interpreta a cultura francesa? Ela lhe encanta?
As relações culturais são encantadoras independentemente da nacionalidade de quem interage. Não acho que uma cultura francesa seja particularmente encantadora, mas admirável, como são as culturas de outros povos. A rigor, porém, as manifestações culturais que mais despertam interesse vêm daqui mesmo, do Brasil. Afinal, é das nossas encantadoras mentalidades que estamos falando.
Pretende escrever outros livros abordando este tema ou mesmo assuntos variados?
A pretensão é eterna. No momento, porém, prefiro manter as idéias reservadas.
Quais são os próximos planos na carreira?
Há outros projetos de livros-reportagem, mas ainda é cedo para falar deles.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Vem surpresa boa ae!
Olá, pessoal!! Tudo ótimo? Que bom!
Hoje venho aqui para anunciar que logo logo retorno com uma novidade no Letras, ok??
Abraços!!
Felicidades!!!
Hoje venho aqui para anunciar que logo logo retorno com uma novidade no Letras, ok??
Abraços!!
Felicidades!!!
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