"Melhor do que ler a coluna do Veríssimo num domingo ensolarado de manhã, esperando a chegada do café para pular na piscina, é ler o Letras e Harmonia a qualquer hora em qualquer lugar", Zé- operário.



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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Série: Ouvi por aí!

E olha que há quem não goste de ônibus!

- Você viu esse negócio da CPI da Petrobrás?

- Parace que vão privatizar, né? Não entendo o porquê, rapaz!

- Dizem que o Fernando Henrique (Cardoso) mandou.

- Eu, hein! Será que vão aumentar o preço do combustível?

- Vixi, a passagem já é cara... daqui a pouco ônibus vai ser transporte de rico!

Desci no ponto seguinte.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Por trás da cortina (parte final)

Além de conversar, dando os próprios pontos de vista, o senhor Amadeu sugeria grandes livros, artigos, enfim, o que pudesse sugerir para que o trabalho fosse conduzido da melhor forma. Dedicado, Caco procurava seguir os ensinamentos. Durante alguns fins de semana, aprendera como nunca. Conhecera novos autores, melhorara a escrita e a intelectualidade.
E a namorada do estudante?

Sentia-se preterida, um pouco afastada da vida de Caco. O relacionamento não andava às mil e uma maravilhas, mas ia... ia. Para fazer uma média, Caco passou a ligar mais vezes, e a marcar programas durante a semana, mas nada que a fizesse sentir-se valorizada. Erika estava descontente. Ele nem ligava muito. Estava focado nos estudos e na gama de conhecimento e sabedoria acumulados pelo professor. Ele sabia conversar sobre tudo. "Uma enciclopédia humana o senhor".

Formado em Comunicação e em Geologia, o professor cursara, ainda, especialização em Geografia e Turismo, mestrado e doutorado também em Comunicação. É autor do livro: "Brasil-nação: autonomia política e bem-estar humano". Apesar de tudo, o senhor Amadeu costumava dizer que a maior riqueza de conhecimentos vinha do autodidatismo: "Assim, sigo a minha própria intuição, sem o rigor da academia".

Após alguns meses, a monografia do Caco estava praticamente concluída. Faltava um detalhe ou outro, mas nada que comprometesse o trabalho, realmente bem elaborado, fruto de bastante esforço, dedicação e gosto pela tarefa.

- Acho que é isso, filho. Enfim, terminamos. Acho que você vai se sair muito bem quando for apresentar a monografia.


- Obrigado, professor! - Caco permaneceu em silêncio durante uns cinco curiosos segundos, até dizer- Antes de conhecer melhor o senhor, tinha uma imagem distorcida. Achava o senhor muito careta, sério, que não sorria, não brincava...

O senhor Amadeu sorriu, pôs a mão direita no ombro do rapaz e olhou profundamente no olho dele antes de emendar:

- Na vida, você ainda vai ter inúmeras surpresas como esta. Por trás daquela cortina na faculdade, há um espetáculo que pode ser muito interessante. Faz parte da vida.

Com expressão de admiração, Caco ouvia atentamente.

- O mesmo acontece entre você e a sua namorada. Vocês vivem em atrito. Se tiverem um pouco mais de paciência e compreensão, conseguirão avançar e perceber além da cortina, que esconde todo um mundo a ser explorado. Pense nisso.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Por trás da cortina (parte 2)

A casa do professor Arthur Amadeu ficava em torno de 20 a 25 minutos de onde morava Caco. Às 13h este já estava pronto para ir ao encontro. Assim que ligou o carro, porém, o celular tocou. Era Flor. “ Putzzzzz, esqueci completamente!”. Ele havia marcado com a namorada de assistir a um filme no shopping às 12h50.

Caco atendeu à ligação e... ouviu, ouviu, ouviu... Flor mostrava-se realmente irritada com a falha do namorado. Havia preparado-se toda, programado-se, mas Caco deu a mínima. Empolgado com a possibilidade de aprender muito com o senhor Amadeu, o rapaz acabou esquecendo o filme, a namorada. Tudo. Permaneceram por uns 10 minutos discutindo. Xingamentos, palavras e frases grosseiras, acusações...

Na verdade, essa explosão já vinha sendo anunciada há algum tempo. Desde que se conheceram, há dois meses e meio, discutiam bastante. Gostavam mesmo um do outro, mas a freqüência dos atritos enfraquecia o relacionamento. Houve uma semana em que chegaram a se separar duas vezes. Terça-feira à tarde, eles terminaram. Voltaram quarta às 11h30. Separaram novamente quinta à noite e reataram sábado pela manhã. O namoro vivia de altos e baixos, como um, veja só, ioiô e uma gangorra.

O fato é que Caco seguiu para estudar. Resolveria mais essa picuinha mais tarde, numa outra oportunidade. Ao chegar, foi recebido por uma figura menos séria e mais receptiva do que costumava ser na universidade, embora ainda com aquele ar sisudo de intelectual conservador. No apartamento, livros espalhados por todos os lados, formando, inclusive, pilhas que serviam como estrutura de sustenção da mesa. Centenas de livros. “Do Contrato Social”. Este era o livro que o senhor Amadeu segurava quando fora recepcionar o rapaz.

- Que agradável surpresa, meu caro! Não imaginava que realmente viria. Muitos dos meus alunos apenas falam, marcam, mas não comparecem. Mas, vamos, vamos ao que importa. Entre, por favor. Estava trabalhando um livro que pretendo lançar ano que vem. É sobre o que há de política atualmente na sociedade, como acontece a prática política e também o conteúdo educacional transmitido nos colégios do ensino médio.

- Nossa! Bem legal. Fale mais sobre esse projeto.

Professor e aluno sentaram no sofá da sala e conversaram durante horas sem perceber que o tempo passava. Nem lembravam a existência desta dimensão. Começaram falando a respeito do livro que vinha sendo elaborado, passaram para pesquisa em geral na faculdade e, claro, traçaram linhas e estratégias de estudo para a monografia do Caco. O tema? As transformações sociais geradas pela chamada Sociedade da Informação e como a nova dinâmica afeta as tradições.

Esse foi apenas o primeiro de uma série de encontros, nos quais Caco percebera um outro lado daquele professor sério, anti-social. Ele também era humano, simpático e divertido. Fazia piadas, dava gargalhadas e conversava a respeito de outros assuntos que não fossem acadêmicos: futebol, mulher, música, viagem...

Aos poucos, foram percebendo que já eram amigos, que a relação não mais limitava-se à sala de aula. Havia sido expandida. Do apartamento do professor, ambos passaram a tomar cerveja no botequim da esquina, no Bar do Milton, uma figura característica do bairro, botafoguense roxo, digo, alvinegro... de coração mesmo, daqueles que nem abrem o bar segunda-feira após o time perder um clássico.

O senhor Amadeu tornou-se botafoguense por influência do Milton. Quando deixou o Chile para morar no Brasil, conhecia mais o Flamengo, time pelo qual tinha uma queda, mas no ano em que chegou ao país, o Botafogo faturou sobre o Santos o título brasileiro. Durante quase um mês, Milton promoveu festas no bar, o que acabou contagiando o professor.

Por outro lado, Caco era flamenguista, mas daqueles torcedores que mal sabiam o nome do técnico da equipe.

Foi nesse clima de futebol, porém, que a monografia começou a se desenvolver.
(continua...)

domingo, 10 de maio de 2009

Por trás da cortina (parte 1)

A palestra estava chata, chatíssima, monótona, maçante. Um porre, tosca mesmo. Caco já não sabia mais o que fazer. Olhou para o relógio: 20:14. O evento nem havia chegado à metade. Muito tempo depois , voltou a conferir a hora: 20:17. “Não é possível”, pensou, "deve ter havido algum fenômeno físico que retardou o tempo. Logo agora? Por que não fim de semana, sábado à noite, domingo à tarde na hora do churrasco?”.

Caco, então, resolveu tentar prestar atenção à palestra. O senhor Amadeu discursava a respeito da linguagem dramática inserida no jornalismo carioca dos anos 60.

- Como podemos perceber através dos presentes periódicos, a inserção de uma configuração devidamente elaborada com técnicas pertinentes era uma prática...

Zzzzzz... Caco não se aguentava na cadeira. O tremor das pernas e os constantes movimentos com os dedos denunciavam a inquietação. Reparou ao redor e viu um mar de gente também dispersa. Sentado numa das últimas fileiras do lado direito do auditório, percebeu Erika, uma das mais lindas e cobiçadas meninas da universidade, mascando chiclete e fuçando no celular. Bob, companheiro de trabalhos e parceiro de colas nas provas de teoria, conversava com amigos, que olhavam e apontavam para um grupo de moças do lado oposto. Elas correspondiam.

Nem Severino, o coordenador do curso de jornalismo, prestava atenção às palavras do senhor Amadeu. Severino travara uma constante e intensa briga contra o sono, este prestes a vencer. A cabeça dele ia e vinha, vinha e ia, como um ioiô, uma gangorra.

Só o próprio Amadeu, digo, senhor Amadeu mostrava-se interessado naquele encontro. De fato, ele nem percebera a reação, ou falta dela, da platéia. Ele é daqueles professores que dão aula para si mesmo, ignorando a comunicação com o público. Ficava tão, mas tão empolgado com os próprios estudos, que nem se dava conta de que deveria estabelecer uma relação mais envolvente com os ouvintes, ou, no caso, candidatos a ouvintes.

Caco adoraria profundamente ir embora, ligar para a namorada, tomar umas cervejas com os amigos e conversar pelo MSN, mas precisava estar mais próximo do Amad... senhor Amadeu. Ele seria o orientador da monografia de Caco, que já começava a preocupar-se com o trabalho.

Para ficar um pouco mais esperto, Caco foi ao banheiro lavar o rosto. E depois tomar um refrigerante na lanchonete do campus. Lá, jogou umas conversas fora com outros estudantes. Após 20 minutos, retornou para o auditório, de onde saía o professor e palestrante, uma figura clássica, folclórica: sisudo, barba e cabelos brancos e longos, grandes óculos, roupas um tanto anti-quadras.

Surpreso, Caco cumprimentou o senhor, estendendo-lhe a mão. Com as mãos cheias de livros, pasta e folhas avulsas, o professor correspondeu com um “olá, meu jovem” e ofereceu-lhe o pulso, para que a situação não ficasse desconfortável.

- Gostou da palestra, rapaz?

- Claro, professor! O assunto é mesmo bem intere...

Antes mesmo de Caco completar a resposta, o senhor Amadeu seguiu em frente. Desculpando-se, como sempre educadíssimo com todos, disse estar “muitíssimo ocupado” naquele momento, pois precisava acessar uns e-mails e preparar as aulas da manhã seguinte. Caco insistiu. Foi atrás do futuro orientador para pegar mais informações que o pudessem ajudar a elaborar a monografia.

- O caso é que estou realmente enrolado durante a semana. Se puder, sábado terei um tempo. Pode ir ao escritório lá em casa, onde poderei ser mais útil a você. Este aqui é o endereço - o senhor Amadeu entregou o cartão dele antes de seguir adiante, iniciando uma marota conversa com Severino, já bem mais animado do que antes.

(continua...)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Un país salvage

Estava ontem à tarde no ônibus (os três carros e as duas motos estavam com defeito), quando percebi a indignação de um casal que conversava logo ao meu lado. Comentavam a respeito do famoso estereótipo brasileiro na ótica dos gringos. “E pensam que a gente fala espanhol; que há jacarés circulando pelas ruas; que Buenos Aires é a capital do Brasil; que...” que... que...

Durantes uns 20 minutos o casal discutiu sobre o assunto. Atacavam os estrangeiros. “Mas quando estão de férias, viajam para onde?”. Particularmente, já ouvi algumas e algumas vezes debates sobre o nosso país-selvagem (e também sobre a nossa língua: o espanhol). Apostaria dois Galaks e um Prestígio que o leitor também já presenciou (ou mesmo fez parte) de conversas do tipo.

Um caso clássico é o episódio Blame it on Lisa, dos Simpsons, exibido pela Fox em 2002. No Rio de janeiro, a família protagonista era atacada por macacados em Copacabana e jibóia no Pão de Açúcar, entre tantas cenas semelhantes. O resultado, todos sabem: grande polêmica ao redor do suposto preconceito.

De fato, a relação entre o urbano e o selvagem no Brasil não é tão íntima o quanto o episódio traduz, mas, penso, ao invés de nos irritarmos, poderíamos sorrir e comemorar. Sim, festejar. Em que outro local há tamanha riqueza ambiental, onças-pintadas, tuiuiús, suçuaranas, etc.? É o nosso museu natural, o nosso cofre com moedas divinas, valores impagáveis do ponto de vista econômico.

Cada ser humano é, ainda bem, diferente, possui uma individualidade genômica, mas tenho certeza de que entre, por exemplo, o Coliseu de Roma (sem dúvida deve ser esplêndido) e a exuberância do Pantanal, muitos leitores, assim como eu, escolheriam presentear a alma com as cores e formas, com o som, o cheiro e o vento da segunda opção.

O Coliseu tem muitos fãs, claro, mas o caso é que ter ou não o Coliseu, ter ou não animais nas dependências do território não torna necessariamente uma nação maior ou menor, melhor ou pior, superior ou inferior. Torna, sim, apenas diferente. Ser selvagem é muito bom. Não ser, também é ótimo. Ser os dois, como é o caso do Brasil, é otíssimo!

Já sobre a questão de que muitos estrangeiros imaginam o espanhol como língua oficial brasileira, também creio que não seja um absurdo dos mais graves. Agora, espero que não confundam o Pelé com o Maradona, nem o Roninho com o Messi...
.
.

Juventude e política


Olá, pessoal!!!

Descobri um site bem interessante sobre a memória do movimento jovem no Brasil: www.mme.org.br . O projeto é uma parceria entre A UNE (União Nacional dos Estudantes), a Fundação Roberto Marinho e a Petrobrás.
Foto: Marcelo Sayão/ O Globo

terça-feira, 28 de abril de 2009

Grande pequena poeira

Como pode uma minúscula poeira
Em plena noite de segunda-feira
Ameaçar, tentar invadir e moralmente agredir
Uma comunidade inteira?

Resistente, o povo não se rende, claro!
Não se vende. Age pela vida incomercializável.
Vaga e inflada, a (estranha) poeira
Finge ser o que não é. Descarada!
Mal-educada! A partir de então,
Está desconsiderada.

Assim, bom é o início da semana
Para os corações da comunidade que se ama.
Respeito. Noite agradável. Gente amável.
Tudo sem poeira... não mais inflada,
Como antes vaga. Desconsiderada.

Humildade. Humanidade.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Direção da vida

Pessoal,

hoje venho aqui para divulgar a seguinte imagem registrada pelo fotógrafo Marco Oddone, que acaba de lançar um blog. Achei bem poética a relação entre foto e texto. Interessante:


Local: Escadaria da Prefeitura Municipal de Petrópolis

“O desfocar inicial e final representa o que passou e o que o futuro lhe reserva. O foco central representa o hoje, o agora. Fica aqui a pergunta: Você está subindo ou descendo? Na dúvida, suba!” (Marco Oddone).

terça-feira, 14 de abril de 2009

Líderes inspiradores: Lula e Obama

Caríssimos,

acabo de receber de um amigo o seguinte texto de autoria do teólogo Leonardo Boff. Gostaria de compartilhar com vocês:
"Um dos fatores que está emperrando a saída do caos econômico-financeiro é a escassez de lideranças inspiradoras. São os momentos de crise que fazem suscitar lideres carismáticos que fornecem foco e senso de direção. O bom líder é aquele que capta os anseios profundos do momento, sabe dar-lhe uma expressão, criar-lhe uma metáfora e sobretudo sabe suscitar entusiasmo e energias para realizar coisas que a muitos pareceriam impossíveis.

Mais que tudo, o líder deve servir a uma causa que é maior que ele, é de todo um povo e agora, de toda a humanidade. Por isso, o líder não pode ser vítima dos interesses de grupos. O bom líder está continuamente desafiando a opinião pública para rejeitar soluções maquiadas e recusar saidas convencionais que só tranqüilizam mas não transformam o caos em criativo e generativo.

O encontro dos G-20 em 2 de abril em Londres superou as espectativas, pois elaborou-se um consenso global que pode ser eficaz no resgate do equilíbrio perdido. Barack Obama e Lula despontaram como líderes inspiradores. Lula, lembrando a pobreza no mundo e Obama insistindo que o resgate deve ser verde, quer dizer, não pode mais ser feito à custa da devastação da natureza como ocorria até agora.

O Presidente Lula se tem mostrado um líder corajoso em afirmar: esta crise foi provocada por homens brancos, de olhos azuis que presidiam bancos e instituições que ditavam normas para os outros mas eles mesmos não as seguiam. Hoje estão desmoralizados porque suas idéias eram truque baratos. Eles possuiam uma ideologia imperial de dominação do mundo.

Mauro Santayana, o príncipe dos analistas políticos brasileiros, nos revelou recentemente num artigo do Jornal do Brasil(26/03) o plano norteamericano de dominação do mundo que ficara oculto por mais de quarenta anos. Dizem os documentos agora revelados: “a soberania supranacional de uma elite intelectual e de banqueiros é seguramente preferível à autodeterminação nacional praticada nos séculos passados”. Em nome desta propósito imperial fizeram-se intervenções econômicas, políticas, culturais e militares em quase todas as partes do mundo. É a razão de os EUA manterem 700 bases militares pelo mundo afora com 500 mil solados servindo no exterior. É o espírito de Davos, onde os senhores do mundo se reúnem anualmente não para pensar os problemas da Terra, dos pobres, das mulheres, da fome, mas das moedas, dos mercados, do crescimento e dos próprios interesses. É o mais crasso materialismo.

Este espírito montado na falsa liderança, na mentira, na arrogância e na violência, agora ruiu com o sistema que o sustentava. Obama mostra clara consciência deste fato. Lula é um dos poucos líderes mundiais que teve a coragem de dizer as verdades diante do Primeiro Ministro da Inglaterra, G. Brown, que nos visitou em março. Só espíritos medíocres que possuem dentro de si ainda o colonizador e que incondicionalmente se alinham ao poder dominante, fizeram criticas ao Presidente como se sua fala fosse expressão de racismo. Não entenderam a metáfora. Mas traíram o que escondem: seu submetimento à potência mais forte.

Mas chegará o dia em que o espírito de Porto Alegre, altermundista, generoso, amante da vida e da Terra vai ver o começo da realização de seu sonho. A liderança inspiradora de Lula, de Evo Morales, de Fernando Lugo, de Rafael Correa e de Barack Obama fará com que as potencialidades do novo, arrancadas do aceano infinito da Energia de fundo que sustenta o inteiro universo e cada ser, se tornem realidade. A humanidade a Terra o merecem. Só assim elas continuarão a ter um futuro benaventurado."

domingo, 5 de abril de 2009

Na pracinha

Vento, um pouco de vento e palavras.
Palavras bonitas. Cantadas.
Assim se faz o sábado da pracinha interiorana.

Canta a moça com perfeição.
Que bela canção! Que bela moça!
Que beleza de praça!Todos me convidam.
A voz dela também. Aqui, tudo bem.

Gente caipira de sotaque divertido.
Coração assim: grande, grande que só.
Gente da boa, pracinha igual.
Tudo cultura local. Toca n´alma.
Verdade. Verdade.

Vento mais forte,
Palavras não menos intensas.
Emoções afloradas. Paixões acaloradas.
Ecos de sensibilidade
Que comovem a cidadezinha,
Pequena como a pracinha.

Assim se faz o sábado interiorano.
Verdade. Verdade.